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Incluir alimentos ricos em vitaminas do complexo B, magnésio e ômega-3, por exemplo, pode ajudar a reduzir riscos e fortalecer o bem-estar emocional. Isso acontece porque os nutrientes que ingerimos participam da produção de neurotransmissores fundamentais para o equilíbrio do humor, como serotonina, dopamina e GABA. Quando o corpo tem matéria-prima de qualidade, o cérebro consegue funcionar de forma mais estável, trazendo mais energia, foco e resiliência emocional.

 

Confira cinco grupos alimentares que ajudam a fortalecer saúde mental.

 

Peixes ricos em ômega-3

 

Os ácidos graxos ômega-3 (EPA e DHA) presentes em peixes como salmão e sardinha participam da formação das membranas das células nervosas e ajudam na comunicação entre os neurônios. Além disso, têm ação anti-inflamatória, fundamental já que quadros depressivos e ansiosos estão frequentemente ligados a processos inflamatórios no cérebro.

 

Castanhas, nozes e amêndoas

 

Ricas em magnésio, zinco, selênio e vitamina E, essas oleaginosas atuam diretamente no sistema nervoso. O magnésio, por exemplo, regula a transmissão de impulsos nervosos e tem efeito relaxante, ajudando no controle do estresse e na melhora do sono. Já o selênio e a vitamina E funcionam como antioxidantes, combatendo os radicais livres que prejudicam as células cerebrais. Seu consumo regular está associado a menor risco de depressão e declínio cognitivo.

 

Banana e abacate

 

São frutas ricas em triptofano, um aminoácido essencial que é precursor da serotonina, neurotransmissor conhecido como o ?hormônio da felicidade?. A serotonina regula o humor, o sono e o apetite, e níveis baixos dessa substância estão ligados à depressão. Além disso, o abacate contém gorduras monoinsaturadas, que favorecem a circulação sanguínea cerebral, e a banana é uma fonte prática e rápida de energia, ajudando no bem-estar ao longo do dia.

 

Verduras escuras

 

Verduras de cor verde escura, como couve, espinafre, rúcula e brócolis, são ricos em ácido fólico (vitamina B9) e outras vitaminas do complexo B, que atuam na produção de neurotransmissores, como dopamina e serotonina. Deficiências de folato estão associadas a maior risco de depressão. Além disso, as verduras escuras contêm magnésio e fibras, que regulam tanto o funcionamento do cérebro quanto o intestino, órgão conhecido como ?segundo cérebro?, pela sua ligação direta com a saúde mental via eixo intestino-cérebro.

 

Chocolate amargo

 

O chocolate com alto teor de cacau (acima de 70%) contém flavonoides, triptofano, magnésio e teobromina. Os flavonoides melhoram a circulação sanguínea cerebral e têm efeito antioxidante. O triptofano, assim como na banana e no abacate, favorece a produção de serotonina. Já o magnésio contribui para o relaxamento e o controle do estresse. Além disso, pequenas quantidades de chocolate amargo estimulam a liberação de endorfinas e dopamina, promovendo sensação de prazer e bem-estar.

 

O ponto-chave é que cuidar da mente também passa por cuidar da mesa. Quando associamos uma alimentação equilibrada a boas noites de sono, atividade física e conexão social, construímos um terreno muito mais fértil para enfrentar os desafios emocionais da vida.

 

Fonte

Dr. Sandro Ferraz - Médico pelo Centro Universitário Geraldo di Biase, no Rio de Janeiro. Especialização em nutrologia, medicina ortomolecular e em emagrecimento e longevidade. Está à frente do Instituto Evollution, localizado em São Paulo, um complexo multidisciplinar com especialistas em nutrologia, nutrição, endocrinologia, dermatologia, ginecologia e estética avançada.