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Nas últimas décadas, tem-se observado um crescimento no número de casos, em todo o mundo e, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 200 e 250 milhões de pessoas sofrem com algum tipo de alergia alimentar. A condição afeta, principalmente, crianças de zero a seis anos de idade, mas adultos e idosos não estão isentos do risco, pois é uma resposta adversa do sistema imunológico a determinados alimentos. Estima-se que mais de 120 tipos de alimentos possam causar reações alérgicas.


A alimentação é a base da nossa saúde. Por isso, pacientes com alergia alimentar representam um grande desafio, inclusive para a saúde pública. No Brasil, os dados ainda são limitados e restritos a alguns grupos populacionais, o que dificulta uma avaliação mais precisa da nossa realidade. Mas sabemos que os casos têm aumentado de forma exponencial, e os alimentos envolvidos são comuns no nosso dia a dia, como leite de vaca, ovo de galinha, crustáceos, peixe, soja e trigo.


Perguntas mais frequentes sobre alergia.


Quais os principais alimentos que podem causar alergia?

Leite de vaca, ovo, amendoim, oleaginosas (como nozes e amêndoas), peixes, crustáceos, trigo e soja estão entre os principais desencadeadores.


Quais as causas?

A predisposição genética é um fator importante. Cerca de 50% a 70% dos pacientes possuem histórico familiar de alergias.


E os sintomas mais comuns?

As reações podem variar de pessoa para pessoa, surgindo logo após a ingestão ou algumas horas depois. Os sintomas podem incluir:


Como é feito o diagnóstico?

Por meio de uma avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais de sangue, diário alimentar e testes de exclusão dos potenciais alimentos causadores da alergia, sempre orientados por um profissional de saúde.


É importante ler os rótulos dos alimentos?

A leitura atenta dos rótulos é fundamental para evitar o consumo acidental de alérgenos. Deve se tirar qualquer dúvida, antes do consumo.


Cozinhar em casa elimina os riscos?

Mesmo em casa, é preciso atenção à contaminação cruzada. Utensílios, panelas e superfícies devem ser separados. Lavar bem as mãos antes de preparar alimentos é essencial.


E ao comer na rua?

É importante sempre comunicar ao estabelecimento sobre a alergia. Isso vale para restaurantes, lanchonetes e até voos. Perguntar sobre os ingredientes dos pratos ajuda a evitar riscos.


Como agir em uma emergência?

Pessoas com histórico alérgico geralmente carregam medicamentos prescritos, para serem usados nas crises. Sempre deve se buscar ajuda médica, o mais rápido possível, principalmente diante de uma gravidade, como a anafilaxia, que tem um início súbito, pois o corpo reage de forma exagerada ao alérgeno (o alimento) e pode afetar vários sistemas do organismo e causar sintomas sérios, como dificuldade respiratória, inchaço, queda da pressão arterial e até uma parada cardíaca.


Há cuidados especiais com as crianças?

Crianças precisam aprender a identificar e evitar o que não podem comer e entender que não devem compartilhar alimentos na escola ou em outros ambientes sociais ? uma tarefa que exige paciência e apoio. Professores e funcionários das instituições de ensino são importantes aliados e necessitam estar cientes sobre as alergias da criança, para saberem como agir, em caso de emergência.


Fonte

Prof. Dr. Durval Ribas Filho ? Médico. Nutrólogo. Presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) .