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Com a chegada do calor intenso, aumenta o risco de intoxicações alimentares. Segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), o consumo de alimentos contaminados é responsável por mais de 200 doenças no mundo. ???


As altas temperaturas favorecem o crescimento de bactérias nos alimentos, especialmente quando malconservados. O calor dificulta a refrigeração adequada e favorece o consumo em locais com pouca higiene.


Carnes, peixes, frutos do mar, leite, ovos e alimentos prontos como maionese e sanduíches são os mais vulneráveis ao calor. Por serem ricos em proteína e umidade, esses produtos favorecem a multiplicação de microrganismos.


O armazenamento inadequado também é um fator crítico. Temperaturas incorretas e umidade excessiva criam um ambiente propício para o crescimento de bactérias e toxinas. Até mesmo recipientes herméticos podem favorecer o desenvolvimento de bactérias que produzem toxinas perigosas.


Entre as práticas mais arriscadas durante o verão ou em climas quentes estão?:? deixar alimentos fora da geladeira por muito tempo, preparar comida em locais quentes e ?sem ventilação ?, usar ingredientes crus sem higienização, servir alimentos prontos sem refrigeração, transportar comida sem bolsa térmica e manipular alimentos com mãos suadas ou sujas.


Os sintomas comuns de uma intoxicação alimentar incluem náuseas e vômitos, diarreia frequente e líquida, desconforto ou dor abdominal, febre baixa, mal-estar geral, fraqueza, dor de cabeça, tontura e sinais de desidratação como: boca seca, sede excessiva e urina escura. É recomendado procurar atendimento médico diante de diarreia persistente, vômitos sem melhora, febre alta ou sangue nas fezes?,? especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com imunidade baixa.


O tempo de aparecimento dos sintomas varia de 1 a 72 horas após a ingestão do alimento contaminado, dependendo do agente envolvido. Viroses costumam ser mais leves e curtas; bactérias provocam quadros mais intensos e prolongados; já toxinas podem causar sintomas severos e até risco de vida.


Para prevenir, é fundamental manter a cadeia de frio em alimentos perecíveis durante transporte e armazenamento. A quebra desse processo pode tornar o alimento perigoso, mesmo sem sinais visíveis de contaminação. Sobras de comida também exigem cuidados extras: devem ser refrigeradas em até duas horas (ou uma hora se estiver?em? muito quente?s?), consumidas em no máximo dois dias, reaquecidas completamente antes do consumo e jamais reaproveitadas repetidamente.


Alimentos congelados ou industrializados também não estão automaticamente seguros no calor extremo. Se a conservação sob refrigeração for comprometida ou a embalagem estiver estufada ou rasgada, o risco aumenta. E jamais recongele alimentos já descongelados.


Fonte 

 Dr. Gustavo M. Vinent - Supervisor da Medicina do Trabalho do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas ?Dr. João Amorim?.