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O atum é um verdadeiro ?coringa? na cozinha e é rico em micronutrientes, incluindo as vitaminas B12 e D, além do mineral selênio. O consumo regular é um dos pilares de uma dieta cardioprotetora, devido à presença de ácidos graxos ômega-3 (como EPA e DHA). A atuação desses compostos ocorre de várias formas.


Principais benefícios do consumo para a saúde cardiovascular:

1.          Controle de lipídios: auxiliam na redução dos níveis de triglicerídeos circulantes no sangue.

2.          Melhora da função vascular: promovem a saúde do endotélio (camada interna dos vasos sanguíneos), favorecendo uma circulação mais eficiente.

3.          Ação anti-inflamatória: reduzem marcadores de inflamação sistêmica, que são fatores de risco para o desenvolvimento de placas nas artérias (aterosclerose).

4.          Efeito antiarrítmico: Possuem propriedades que auxiliam na estabilização do ritmo cardíaco, oferecendo uma proteção adicional contra arritmias.


Apesar de ser uma proteína rica em nutrientes, é preciso ficar atento ao consumo elevado devido ao alto teor de mercúrio presente em peixes de grande porte. Quando consumido em excesso, o mercúrio pode ter efeitos tóxicos, principalmente sobre o sistema nervoso central. Em adultos, isso geralmente está associado a exposições mais elevadas e prolongadas. Já em grupos mais sensíveis, como gestantes, lactantes e crianças, o cuidado deve ser redobrado, pois o mercúrio pode interferir no desenvolvimento neurológico.


Por isso, a recomendação não é evitar o atum, mas consumi-lo com equilíbrio. Orienta-se o consumo de duas a três vezes por semana, sempre alternando com outros peixes que apresentam menor teor de mercúrio, como a sardinha.


Outro ponto importante é que nem todo tipo de atum apresenta o mesmo risco. Espécies menores, como o atum light enlatado, tendem a ter menor concentração de mercúrio quando comparadas a espécies maiores, como o atum albacora. O atum enlatado, por sua vez, preserva grande parte dos seus benefícios, especialmente no que diz respeito ao teor de proteína e de ômega-3, sendo uma opção prática para o dia a dia. No entanto, há algumas diferenças importantes: pode apresentar maior teor de sódio e, quando conservado em óleo, um valor calórico mais elevado. Por isso, vale dar preferência às versões em água e com menor teor de sal.


Fonte

Dr. Marcio Augusto Trindade ? Nutricionista.  Professor da Afya São João Del Rei

Profa. Dra Juliana Couto Guimarães - Nutróloga. Professora da Afya Educação Médica Montes Claros