7 de julho, é o Dia Mundial do Chocolate. Uma lei federal sancionada recentemente define que só é chocolate o produto que tem pelo 35% de cacau sua composição. As pessoas não precisam ter medo nem culpa de comer chocolate. O problema geralmente não é o chocolate em si, mas o tipo, a quantidade, a frequência e o contexto da alimentação.
Abaixo, o guia ajuda a identificar o melhor e o pior chocolate.
Guia prático para escolher o melhor chocolate
O melhor chocolate é aquele em que o cacau aparece como protagonista.
Geralmente tem:
· Maior percentual de cacau, como 60%, 70%, 80% ou mais.
· Lista de ingredientes curta (por exemplo: massa de cacau, manteiga de cacau, açúcar, às vezes baunilha ou emulsificante).
· Menos açúcar por porção.
· Sem gordura vegetal substituindo a manteiga de cacau em grande quantidade.
· Sabor mais intenso, o que naturalmente favorece uma porção menor.
Esse tipo pode entrar na dieta como prazer planejado, especialmente em porções pequenas, como 10 a 20 gramas ao dia ou algumas vezes na semana, dependendo do objetivo, exames, compulsão, resistência à insulina, enxaqueca, refluxo, sono e rotina da pessoa.
O pior chocolate
É aquele em que o cacau quase não aparece.
Costuma ter:
· Açúcar como primeiro ingrediente.
· Gordura vegetal, gordura de palma, gordura interesterificada ou gordura hidrogenada.
· Muito recheio, wafer, caramelo, creme, confeitos ou cobertura sabor chocolate.
· Baixo teor de cacau.
· Lista longa de ingredientes.
· Alta densidade calórica com pouca saciedade.
Esse tipo não precisa ser demonizado, mas deve ser entendido como doce/ultraprocessado, não como chocolate saudável. Então quanto mais cacau e menos açúcar, melhor tende a ser a qualidade nutricional. Mas isso não significa comer à vontade, o chocolate continua sendo calórico, pode ter gordura saturada, açúcar e, dependendo do tipo, pode atrapalhar mais do que ajudar.
Para escolher melhor:
1. Olhe o percentual de cacau.
2. Veja se açúcar é o primeiro ingrediente.
3. Prefira lista de ingredientes curta.
4. Desconfie de cobertura sabor chocolate.
5. Chocolate branco não é vilão, mas é outro produto: tem manteiga de cacau, leite e açúcar, mas não tem os mesmos compostos do cacau escuro.
6. Para rotina, pense em porção: 1 a 2 quadradinhos, não a barra inteira.
O problema geralmente não é o chocolate em si, mas o tipo, a quantidade, a frequência e o contexto da alimentação. O cacau tem compostos naturais que podem fazer bem para a circulação e para a saúde do coração, mas o benefício está no cacau e não no excesso de açúcar, gordura e calorias que muitos chocolates carregam.
Fonte
Nicolle Albanezi ? Nutricionista Clínica. Especialista em nutrição de precisão.