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Silenciosa e muitas vezes subdiagnosticada, a osteoporose fragiliza os ossos e aumenta consideravelmente o risco de fraturas, mesmo diante de pequenos traumas. A prevenção e o manejo da doença exigem atenção a medidas simples, mas fundamentais, alinhadas às diretrizes nacionais: avaliação clínica com densitometria óssea quando indicada; revisão de fatores de risco como quedas, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool; uso racional de medicamentos (como cálcio, vitamina D e terapias específicas, quando necessárias); e ajustes no ambiente doméstico para evitar escorregões.

 

Não basta viver mais, é preciso viver melhor. A longevidade com qualidade depende de escolhas consistentes: movimentar-se com regularidade, alimentar-se bem e cuidar da saúde óssea ao longo de toda a vida. Esse é o verdadeiro prêmio da loteria da longevidade.

 

O cuidado vai muito além da prescrição médica. Exercícios de força e equilíbrio como caminhadas, treinos resistidos, dança ou Pilates estimulam o metabolismo ósseo e reduzem o risco de quedas. Já para quem apresenta osteopenia ou osteoporose, o plano terapêutico deve ser abrangente: acompanhamento médico contínuo, adesão às medicações, metas realistas de atividade física e investimento em educação em saúde.

 

As consequências de não agir podem ser graves. Fraturas vertebrais, em geral silenciosas, costumam passar despercebidas no início, enquanto a fratura de quadril representa uma virada dramática: perda de autonomia, maior risco de novas fraturas e impacto direto na qualidade de vida. Cada fratura é um alerta. Quanto mais cedo cuidarmos dos ossos, mais chances teremos de envelhecer com independência e vitalidade.

 

Como ter uma alimentação rica para evitar os problemas de cálcio

O osso precisa de matéria-prima (cálcio, vitamina D e proteína) e de estímulo mecânico (exercício). Lácteos como leite, iogurte e queijos oferecem cálcio de alta biodisponibilidade e são fáceis de encaixar no café da manhã e nos lanches. Verduras verde-escuras (couve, brócolis), sementes e oleaginosas (gergelim, amêndoas, chia) somam pontos, e peixes como sardinha (com espinha) e salmão contribuem com vitamina D; a exposição solar segura, quando indicada, completa a estratégia. Para diferentes padrões alimentares, inclusive vegetarianos e veganos, o planejamento é a palavra-chave: Dá para manter a saúde em dia, mesmo consumindo apenas alimentos de origem vegetal. Basta seguir alguns cuidados reforçando metas adequadas de cálcio, vitamina D e proteína.

 

E o tradicional ?café com leite?? A cafeína, isoladamente, pode reduzir discretamente a absorção de cálcio, mas o efeito é pequeno e é compensado quando a bebida é preparada com leite ou quando a ingestão diária de cálcio está em dia, ou seja, pingado, média ou cappuccino podem ser aliados, desde que com moderação no número de xícaras. Vale ainda priorizar água ao álcool, reduzir refrigerantes tipo cola e excesso de sal, e usar iogurte natural, queijos brancos e folhas verdes para ?ancorar? cálcio nas refeições.

 

No consultório, o caminho começa pela estratificação de risco e, quando necessário, pela densitometria óssea (DXA). A partir daí, o médico define as melhores medidas: otimização de cálcio e vitamina D, medicamentos específicos conforme o perfil do paciente, orientação de exercícios e um plano de prevenção de quedas personalizado (barras de apoio, boa iluminação, ajuste de tapetes e calçados, revisão de medicações que causem tontura). Ao combinar informação de qualidade, alimentação inteligente e movimento regular, é possível reduzir fraturas, preservar autonomia e viver melhor hoje e nas próximas décadas.


Fonte

Dr. Omar Jaluul ? Geriatra Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Fernanda Maluhy - Nutricionista da Unidade Campo Belo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz